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500 estatuetas funerárias revelam o trabalho dos mortos no Egito antigo

Redação Recifes
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500 estatuetas funerárias revelam o trabalho dos mortos no Egito antigo

Uma nova descoberta arqueológica no Egito ajuda a entender uma das crenças mais fascinantes do Antigo Egito: a ideia de que a vida continuava depois da morte, com tarefas que precisavam ser cumpridas no além.

Em uma necrópole, pesquisadores encontraram cerca de 500 ushabtis, estatuetas funerárias que eram depositadas ao lado dos mortos. Na prática, essas pequenas figuras simbolizavam servidores destinados a realizar trabalhos em nome do falecido no mundo dos mortos.

O costume fazia parte de uma visão complexa sobre a passagem para a outra vida. Para os egípcios, não bastava sepultar alguém com proteção e ritos; era preciso também garantir ajuda no além, como se o túmulo fosse o início de uma nova jornada com deveres e hierarquias.

A quantidade de peças chama atenção porque reforça o valor ritual desses objetos e sugere o cuidado dedicado aos enterramentos. Mais do que enfeites, os ushabtis funcionavam como uma espécie de equipe simbólica para acompanhar o morto, um lembrete de como religião, poder e cotidiano se misturavam na cultura egípcia.

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Artigo originalmente publicado em super.abril.com.br
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