A Adeia encerrou o segundo trimestre de 2026 com receita de US$ 96,1 milhões, ligeiramente abaixo da expectativa de mercado, mas preservou o principal argumento a favor da ação: um modelo de licenciamento altamente rentável. A margem de EBITDA ajustado ficou em 58,7%, enquanto o caixa gerado pelas operações somou US$ 54,6 milhões.
O trimestre também trouxe sinais de expansão comercial. A companhia informou ter acrescentado 12 novos clientes e fechado seis contratos de licenciamento em frentes que vão de OTT e e-commerce a eletrônicos de consumo e pay-TV. Além disso, a receita recorrente fora do segmento de TV por assinatura avançou 54% na comparação anual.
Entre os acordos destacados pela administração estão contratos com RPX, L'Oréal e Google, além de renovações e novos licenciamentos com uma operadora europeia de pay-TV, um provedor doméstico de OTT e um fabricante japonês de eletrônicos. O conjunto desses anúncios reforça a tentativa da empresa de reduzir a dependência de um único mercado e ampliar a monetização de seu portfólio de patentes.
Para o ano, a Adeia manteve a projeção de receita entre US$ 395 milhões e US$ 435 milhões, com EBITDA ajustado estimado em US$ 213,4 milhões a US$ 245,4 milhões. Na prática, o balanço mostra uma companhia que pode oscilar no topo da linha, mas continua entregando margens elevadas e geração de caixa consistente.
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