Em uma tentativa de desarmar a crise política em torno de sua indicação, Todd Blanche, procurador-geral interino do governo Trump, formalizou no domingo, 2 de agosto de 2026, a retirada de um fundo bilionário que havia sido apelidado de "anti-weaponization". A medida buscou eliminar o principal obstáculo à sua confirmação no Senado.
A decisão veio depois de semanas de resistência de dois republicanos decisivos no processo, John Cornyn e Thom Tillis, que exigiam uma garantia escrita de que o plano não seria reativado. Blanche havia dito que o governo não seguiria adiante com a iniciativa, mas a negativa em registrar isso no papel alimentou a desconfiança dos senadores.
O fundo fazia parte de um acordo ligado à ação movida por Trump contra o IRS, em uma disputa sobre o vazamento de informações fiscais. Críticos viam a proposta como uma forma de abrir espaço para indenizações a aliados políticos do presidente, inclusive pessoas envolvidas nos ataques de 6 de janeiro, além de gerar dúvidas sobre a extensão da proteção tributária concedida a Trump e sua família.
Mesmo com a retirada formal do fundo, o episódio não encerra todas as pendências jurídicas. Parte do acordo original continua sob questionamento em tribunais, e uma juíza na Flórida já pediu esclarecimentos sobre a legalidade da negociação. Politicamente, porém, o recuo de Blanche mostra até onde a pressão de uma minoria no Senado pode ir quando a confirmação de um indicado depende de unidade quase total dentro do próprio partido.
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