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CNI aciona STF contra restrições a créditos tributários pós-reoneração

Redação Recifes
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CNI aciona STF contra restrições a créditos tributários pós-reoneração

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) ingressou com uma ação direta no Supremo Tribunal Federal (STF) para contestar os limites impostos ao aproveitamento de créditos tributários decorrentes da Lei Complementar 224/25. A entidade argumenta que o modelo implementado após a reoneração fiscal prejudica severamente a cadeia produtiva nacional ao vetar a compensação de impostos essenciais, como o IPI, o PIS e a Cofins.

De acordo com a petição da CNI, a nova legislação acabou por criar uma espécie de regime híbrido de tributação para as contribuições federais que carece de sustentação na Constituição Federal, na legislação tributária vigente e na própria lógica de mercado. Para a representação industrial, o formato imposto rompe com o princípio constitucional da não cumulatividade e sobrecarrega financeiramente as empresas do setor.

O ponto central do embate jurídico reside na possibilidade de as indústrias compensarem os tributos recolhidos nas etapas produtivas anteriores, mitigando o chamado efeito cascata após o fim gradual da desoneração da folha de pagamentos. A confederação alega que a perda desse direito eleva de forma artificial o custo final dos produtos manufaturados no país, reduzindo a competitividade nacional no exterior.

Agora sob análise da Suprema Corte, a disputa coloca em xeque o equilíbrio delicado entre as metas arrecadatórias do governo federal e as garantias de segurança jurídica devidas aos contribuintes. O setor industrial aguarda uma manifestação favorável do STF para assegurar o amplo direito ao creditamento, evitando o que define como retrocesso no planejamento econômico das empresas brasileiras.

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Artigo originalmente publicado em www.jota.info
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