A chegada de um bebê marca muitas vidas. Para um casal que vivia em apartamento, significou mais que renovação: foi reconexão com o desejo de ter casa, quintal e raízes. O imóvel de 135 m² em São Francisco, Niterói, ganhou vida através de um projeto sensível que traduz essa transição, costurando funcionalidade com identidade visual própria.
A proposta da designer Lívia Boechat, da LB Interiores, explorou a proximidade com a orla como fio condutor. Tons terrosos e uma atmosfera de praia — nem rústica demais, nem superficial — criaram ambientes que respiram tranquilidade. A escolha cromática não é acaso: enquanto o bebê cresce, a família quer um refúgio que acalme, que inspire momentos em família sem peso visual excessivo. Paredes, têxteis e objetos dialogam em harmonia, permitindo que cada cômodo tenha propósito claro sem sacrificar a fluidez do conjunto.
O diferencial está em como praticidade encontra poesia. Um espaço pensado para sujeira de criança, bancos de areia nos sapatos e brincadeiras sem fim ganha linguagem sofisticada. Móveis resistentes convivem com objetos que remetem à natureza — madeira, fibras naturais, paletas inspiradas no mar e na terra. Nada é monumental; tudo é acessível e caloroso.
Esse tipo de reforma não é simplesmente sobre cores e móveis. É sobre criar memórias. Uma casa que observa o primeiro passo, que acolhe as primeiras descobertas, que envelhece junto com a família — e que, ainda assim, mantém a elegância de quem reconhece que beleza e vida real convivem muito bem. Em Niterói, uma família encontrou exatamente disso: o lugar onde história pessoal e design conversam naturalmente.
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