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EUA ampliam coleta de DNA de imigrantes e colocam crianças no banco do FBI

Redação Recifes
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EUA ampliam coleta de DNA de imigrantes e colocam crianças no banco do FBI

Documentos internos revelam que a coleta de DNA por órgãos de imigração dos Estados Unidos ganhou velocidade na segunda administração Trump. Em um único ano, o volume teria chegado perto de 1 milhão de amostras, ampliando de forma drástica um sistema que já vinha crescendo silenciosamente nos bastidores.

O ponto mais sensível é quem acaba dentro dessa engrenagem: entre os perfis enviados ao banco de dados criminal do FBI estão pessoas que nunca foram condenadas por crime algum. A lista inclui também crianças pequenas, o que transforma uma ferramenta apresentada como apoio à investigação em um mecanismo de vigilância muito mais amplo do que o público imagina.

Na prática, esses registros seguem para o CODIS, o sistema federal usado por forças de segurança em todo o país. Uma vez inserido, o perfil genético passa a ficar disponível para cruzamentos futuros, o que levanta dúvidas sobre proporcionalidade, consentimento e sobre a diferença entre controle migratório e investigação criminal.

O avanço expõe uma mudança de escala: a fronteira deixou de ser apenas um ponto de passagem e virou também uma linha de coleta biométrica permanente. Para críticos, o problema não é só o tamanho da base, mas o fato de que ela nasce com um efeito duradouro sobre pessoas que podem não ter sido acusadas de nada além de tentar entrar ou permanecer nos EUA.

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Artigo originalmente publicado em www.wired.com
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