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Juros a 14%: Onde rende mais aplicar R$ 100 mil com o novo corte da Selic

Redação Recifes
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Juros a 14%: Onde rende mais aplicar R$ 100 mil com o novo corte da Selic
Foto: RDNE Stock project / Pexels

A recente decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, fixando os juros básicos em 14% ao ano, traz reflexos imediatos no bolso de quem poupa e investe. Embora o movimento de queda reduza marginalmente a rentabilidade de ativos pós-fixados, o patamar de dois dígitos ainda mantém o Brasil com um dos maiores juros reais do mundo. Para o investidor que possui R$ 100 mil guardados, o cenário exige uma análise criteriosa para garantir que o poder de compra seja preservado e o patrimônio continue crescendo de forma consistente.

Começando pela tradicional poupança, ela continua sendo a opção menos vantajosa para quem busca rentabilidade real. Sob a regra de juros acima de 8,5% ao ano, a caderneta rende o valor fixo de 0,5% ao mês (cerca de 6,17% ao ano) acrescido da Taxa Referencial (TR). Em um cenário de doze meses, os R$ 100 mil aplicados na poupança trariam um retorno estimado na casa de R$ 7.900. Embora isenta de Imposto de Renda, a poupança perde consideravelmente para as demais opções básicas de renda fixa.

No caso do Tesouro Selic, principal ativo para investidores conservadores e reserva de emergência, o rendimento bruto acompanha os 14% ao ano. Descontando a taxa de custódia da B3 e a alíquota regressiva do Imposto de Renda (estimada em 17,5% para o prazo de um ano), o ganho líquido de R$ 100 mil gira em torno de R$ 11.350. É um retorno significativamente superior ao da poupança, aliando liquidez diária ao menor risco de crédito do país.

Para quem busca maximizar os ganhos, os Certificados de Depósito Bancário (CDBs) de liquidez diária que pagam 100% do CDI (atualmente em 13,90%) entregam um rendimento líquido de aproximadamente R$ 11.460 em doze meses. Contudo, o grande destaque atual vai para os papéis isentos, como as Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) e do Agronegócio (LCAs). Uma LCI pagando 90% do CDI rende R$ 12.510 líquidos em um ano, provando que, mesmo com cortes graduais, a renda fixa continua extremamente atrativa.

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