Um tribunal na Índia absolveu o ex-chefe da federação de luta livre em um processo de assédio sexual que vinha mobilizando o esporte e a opinião pública no país. A decisão foi recebida como um duro revés para as atletas que acusaram o ex-dirigente e pediram responsabilização.
Entre as mulheres que lideraram as denúncias, a reação foi imediata. As principais wrestlers indianas afirmaram que vão recorrer da sentença e insistem que a disputa judicial ainda está longe do fim. Para elas, o veredicto ignora a gravidade das acusações e enfraquece a luta contra abusos em ambientes esportivos.
O caso ganhou grande visibilidade ao expor tensões dentro de uma modalidade historicamente marcada por estruturas de poder rígidas. Além da dimensão judicial, o processo passou a simbolizar a cobrança por mais proteção às atletas e por mecanismos mais claros de denúncia e apuração.
A absolvição deve prolongar a pressão sobre as autoridades e reacender o debate sobre o tratamento dado a denúncias de assédio no esporte indiano. Com a promessa de recurso, as competidoras tentam manter o caso vivo e pressionar por uma nova análise do processo.
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