O político russo Boris Nadezhdin afirmou ter deixado a Rússia, em mais um sinal do endurecimento do ambiente para vozes críticas ao Kremlin. Recentemente classificado como “agente estrangeiro”, ele divulgou um vídeo nas redes sociais gravado em frente à Torre Eiffel, em Paris.
A publicação chamou atenção não apenas pelo cenário, mas pelo momento político em que ocorre. Nadezhdin vinha sendo associado a posições contrárias à guerra na Ucrânia e passou a enfrentar restrições oficiais em seu país, onde opositores têm sido alvo de crescente pressão institucional e midiática.
Ao aparecer fora da Rússia, o político reforçou a leitura de que o espaço para dissenso segue encolhendo. A designação de “agente estrangeiro”, usada com frequência contra críticos do governo, costuma impor desgaste público e limitar a atuação de figuras da oposição.
O episódio também se soma a uma longa lista de casos em que políticos, ativistas e jornalistas deixam o país para escapar de perseguição ou para preservar a própria segurança. Mesmo sem detalhar publicamente os próximos passos, a nova base de Nadezhdin fora da Rússia expõe a distância cada vez maior entre o poder e seus adversários.
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