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Novo fundo da RPC no Paraná vai unir private equity e mídia

Redação Recifes
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Novo fundo da RPC no Paraná vai unir private equity e mídia

A RPC, afiliada da Rede Globo no Paraná, lançou recentemente um fundo para investir em empresas com potencial de escalar e se tornarem líderes de mercado na região. No formato de Fundo de Investimento em Participações (FIP), o RPC Ventures vai atuar em um modelo misto de media for equity e private equity, priorizando empresas em estágios mais avançados.

Em entrevista ao Startups, Duani Reis, CEO da RPC Ventures, conta que o fundo foi lançado em julho e busca empresas com produto validado, operação estruturada e capacidade de crescimento rápido.

“Esse fundo é resultado de trabalho de alguns meses. A RPC já vinha experimentando algumas iniciativas de investimento com mídia e resolveu então desenhar um veículo com posicionamento de mercado para alguns segmentos onde a gente acredita que tem muito a contribuir com as empresas e com a nossa experiência”, afirma o executivo.

Segundo ele, os investimentos podem ser tanto em modelo de 100% mídia em troca da participação, quanto em outros formatos, como 30% mídia e 70% capital, por exemplo. “Mas dificilmente será 100% capital”, pondera.

Entre os setores que a RPC acredita poder contribuir estão, principalmente, aqueles com potencial de impactar as classes B e C, como saúde, alimentos e bebidas, construção, beleza e estética, turismo, pet, entretenimento, entre outros.

“A gente selecionou 12 mercados que têm fit com a nossa tese e onde a gente é capaz de contribuir para o crescimento e para o posicionamento de marca desses mercados”, explica Duani, destacando que as empresas do portfólio precisam ter uma capacidade produtiva que dê conta do volume de crescimento que virá a partir desse investimento.

Por isso, segundo ele, é que o foco do fundo são as empresas mais maduras. “A gente vai olhar sempre essa capacidade de crescimento, tanto do ponto de vista da liderança da companhia, como também da preparação operacional para que isso aconteça. Caso contrário, a gente vai fazer esse movimento, mas vai acabar perdendo a oportunidade de atingir mais pessoas.”

Embora possa investir em startups, o RPC Ventures não tem como foco apenas empresas de base tecnológica. Podem receber o investimento, por exemplo, redes de restaurantes, plataformas de ensino, clínicas de estética, entre outros.

As companhias também não precisam necessariamente ser paranaenses, mas devem ter uma estratégia de crescimento voltada para o estado e um público consumidor na região. Em projetos que tenham potencial de expansão para outros mercados, a RPC poderá buscar alianças com afiliadas de outras regiões.

Atualmente, a rede possui oito emissoras espalhadas por Curitiba, Ponta Grossa, Guarapuava, Londrina, Maringá, Paranavaí, Cascavel e Foz do Iguaçu.

O fundo já está analisando potenciais investimentos. De acordo com Duani, quatro ou cinco oportunidades estão atualmente em fase de dimensionamento do escopo dos projetos, antes da apresentação de uma proposta às empresas.

A meta é realizar o primeiro investimento ainda em 2026, embora o executivo reconheça que o prazo seja apertado. A partir dos próximos anos, a expectativa é fechar entre dois e quatro investimentos por ano.

O RPC Ventures também não tem um prazo definido de duração. Como a emissora é a única investidora, a ideia é que seja um fundo mais perene, que invista à medida em que forem sendo identificadas as oportunidades.

“A gente está super aberto para conversar com as empresas e já tem um time preparado para fazer essa esteira funcionar rapidamente. Estamos muito animados para conversar com o máximo de empresas que pudermos”, aponta.

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Artigo originalmente publicado em startups.com.br
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