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Pode dar dipirona para cachorro? Veterinária explica quando e como administrar o medicamento com segurança

Redação Recifes
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Pode dar dipirona para cachorro? Veterinária explica quando e como administrar o medicamento com segurança
Foto: Tima Miroshnichenko / Pexels

A dipirona é um medicamento muito popular entre os humanos. Mas você sabia que, em algumas situações, os tutores também podem dar dipirona para cachorro

Segundo a Dra. Lysandra Barbieri (CRMV/SP 44484), médica-veterinária da Cobasi, para os cães, o analgésico e antipirético é prescrito em quadros bem semelhantes aos nossos:

“Assim como nos humanos, a dipirona para cachorro é recomendada por médicos-veterinários para inflamações, dores ou febre”, explica a especialista.

Utilizada há mais de um século na medicina humana, a dipirona é reconhecida por sua alta eficácia e pelo baixo índice de efeitos adversos quando administrada corretamente. 

Por isso, o medicamento pode fazer parte do tratamento de diferentes condições, como infecções, traumas, pós-operatórios e outras situações que provocam dor ou febre em cães.

Mas, apesar da eficiência e da versatilidade, a dipirona só é segura para cachorros quando seu uso é prescrito e acompanhado por um médico-veterinário.

Como acontece com outros medicamentos para cachorro, a dose, a frequência de administração e a duração do tratamento variam de animal para animal.

Além disso, por ser um analgésico, a dipirona ajuda a controlar a dor e a febre, mas não trata a causa por trás do problema — o que torna a avaliação clínica indispensável.

Quando administrada por conta própria ou em doses inadequadas, a dipirona pode  pode mascarar doenças e até causar intoxicações medicamentosas graves.

Quer entender quando a dipirona para cães pode ser indicada, quais cuidados são necessários durante o tratamento e quais riscos devem ser considerados? Continue a leitura e tire suas dúvidas. 

Dipirona para cachorro: tudo o que você precisa saber

O que é a dipirona e como ela funciona?

A dipirona — também conhecida como metamizol, dipirona sódica ou dipirona monoidratada — é um medicamento analgésico, antipirético e antiespasmódico introduzido na medicina humana em 1922. (LEVY et al., 1995)

Na literatura científica, o fármaco costuma ser classificado como um analgésico não opioide, mas alguns autores também o incluem no grupo dos anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs).

Apesar dessa classificação, o efeito anti-inflamatório da dipirona é discreto quando comparado ao de outros medicamentos da mesma classe, como o meloxicam.

Embora seu mecanismo de ação ainda não seja totalmente esclarecido, estudos mostram que o fármaco atua no sistema nervoso central e periférico dos animais. (ABBATE et al., 1990; CAMPOS et al., 1999).

Uma das hipóteses é que esse efeito ocorra pela inibição da enzima ciclo-oxigenase (COX) e a estimulação de receptores CB (canabinóides), atuando em vias centrais associadas à modulação da dor e da febre.

Qual é a diferença entre a dipirona para cachorro e a dipirona para humanos?

Como comentamos anteriormente, a dipirona foi desenvolvida inicialmente para o controle da dor em humanos. Porém, com o tempo, a alta eficácia do fármaco chamou atenção dos profissionais da medicina veterinária e a dipirona passou a ser usada em cães.

De acordo com Lorena et al. (2014), atualmente, a dipirona já é utilizada como analgésico por pelo menos 33% dos médicos veterinários no Brasil. 

Com a ampliação do uso, surgiram formulações veterinárias pensadas para facilitar a administração do medicamento e adequar sua concentração às necessidades da espécie.

Hoje, além das versões de uso humano, como a Novalgina, existem opções adaptadas ao peso médio dos cães, como a dipirona veterinária da Biovet, vendida aqui na Cobasi.

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  • analgésico e antipirético;
  • indicado para estados agudos e crônicos de dor e febre;
  • recomendado para cães e gatos;
  • PRODUTO ORIGINAL

Apesar das diferenças entre as apresentações, a dipirona humana e o fármaco veterinário possuem o mesmo princípio ativo, a dipirona sódica.

O que pode mudar é a concentração do medicamento e a forma como ele é apresentado (gotas, comprimido ou injetável), fatores que vão influenciar o cálculo da dose para cada cachorro.

A escolha da apresentação adequada deve considerar a prescrição do médico-veterinário e as características do produto. 

Cachorro pode tomar dipirona humana?

A dipirona de uso humano não deve ser administrada ao cachorro por conta própria.

Até porque, embora possuam o mesmo princípio ativo, as versões vendidas na farmácia possuem concentrações e dosagens diversas.

Sem o ajuste correto, a dipirona humana pode não produzir o efeito desejado ou, pior, provocar uma intoxicação no animal, colocando sua vida em risco.

Na dúvida, jamais automedique seu cachorro com medicamentos humanos.

Conversar com um profissional de confiança é a melhor forma de oferecer conforto e suporte adequado ao animal em situações de dor ou febre.

Para que serve a dipirona para cães?

A dipirona para cachorro é indicada principalmente para o controle da dor e da hipertermia ou febre em cães.

Uma revisão publicada na revista Veterinária em Foco concluiu que a dipirona pode promover analgesia pós-cirúrgica em quadros de dor leve a moderada e que seu efeito pode ser mais evidente quando o medicamento é associado a outros analgésicos. 

Mas, quando combinada com outros medicamentos para cachorro, a dipirona também pode ser eficaz no controle de quadros dolorosos mais severos.

Logo, o remédio é prescrito pelos médicos-veterinários em diversas situações, incluindo:

Vale lembrar que a dipirona ajuda a controlar a dor e a temperatura do animal, mas não trata a causa do problema. 

Por isso, o medicamento geralmente atua como coadjuvante e faz parte de um plano de tratamento mais amplo, definido pelo médico-veterinário de acordo com a doença e os sintomas apresentados pelo pet.

Quando a dipirona é contraindicada para cães?

De acordo com a bula da dipirona veterinária Biovet, a dipirona é contraindicada para cães que apresentam hipersensibilidade ao seu princípio ativo.

Por ser metabolizado no fígado e excretado pelos rins, o fármaco também não costuma ser indicado para cães com problemas renais e hepáticos graves. (MORGAN; IMAGAWA, 2011)

Via de regra, filhotes, cães idosos e pets que já apresentam alterações nestes órgãos são considerados grupos de risco e precisam de um acompanhamento próximo.

Como o medicamento tem uma tendência a aumentar a hemorragia, também deve ser usado com cautela em pets com alterações no sangue ou distúrbios de coagulação. 

Além dessas contraindicações, a dipirona não deve ser administrada sem orientação veterinária, já que a superdosagem pode provocar intoxicação medicamentosa e outros efeitos adversos. (SOUSA et al. 2024)

Como dar dipirona para cachorro?

A dipirona para cachorro pode ser encontrada em diferentes apresentações, como dipirona gotas, dipirona comprimidos e dipirona solução injetável.

A forma de administração e o intervalo entre as doses dependem da apresentação, da concentração e das necessidades de cada animal. 

Sendo assim, o médico-veterinário é a única pessoa capaz de definir a dose, a frequência e a duração do tratamento com o analgésico para o seu cachorro.

Ao portal Vida de Bicho, a médica-veterinária Isabella Zeque Macedo explica que o intervalo entre as doses geralmente varia de 6 a 24 horas:

“A dipirona pode ser administrada em períodos variáveis com intervalo de 24 a 6 horas, por exemplo. Isso depende do tipo e intensidade da dor ou da febre, da combinação de fármacos e dos efeitos adversos notados”, esclarece a especialista.

Quanto à forma de administração, existem algumas possibilidades, que variam conforme a apresentação prescrita. Confira!

Como dar dipirona comprimido para cachorro?

A dipirona em comprimido pode ser dada diretamente na boca do cachorro ou escondida em uma pequena porção de alimento ou petisco. 

A principal vantagem dessa apresentação é a praticidade para tratamentos que exigem doses regulares, já que a quantidade de princípio ativo vem definida em cada unidade. 

Por outro lado, pode ser difícil oferecer comprimidos para cães resistentes — principalmente para aqueles que conseguem encontrar as cápsulas mesmo quando estão bem escondidas.

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Antes de oferecer a dipirona junto com alimentos ou petiscos, confirme com o médico-veterinário se essa forma de administração é adequada para o tratamento prescrito.

Como dar dipirona em gotas para cachorro?

Se o seu pet ainda não se acostumou com medicamentos em comprimido, a dipirona em gotas pode ser uma opção prática para a rotina.

Um dos pontos positivos da apresentação líquida é a possibilidade de ajustar a quantidade com maior precisão, de acordo com a dose calculada para o peso do animal.

Para dar a dipirona líquida ao seu cachorro, coloque a quantidade informada pelo veterinário em uma seringa e aplique lentamente pelo canto da boca do animal.

Oferecer um petisco que o seu cachorro adora após a aplicação pode ajudar a amenizar o sabor do medicamento e tornar esse momento mais tranquilo.

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Embora possa parecer uma alternativa mais fácil, diluir a dipirona em gotas diretamente no bebedouro do seu pet não é uma prática recomendada pelos especialistas

Como o animal pode beber apenas parte da água ao longo do dia, a quantidade de medicamento ingerida não será a mesma que foi prescrita, o que prejudica o tratamento.

Qual a dosagem correta de dipirona para cachorro?

A dosagem de dipirona para cachorro deve ser definida pelo médico-veterinário de acordo com a concentração do princípio ativo, o peso e as condições clínicas do animal.

Para algumas apresentações veterinárias de dipirona gotas, como a Biovet, a bula indica a dosagem padrão de 1 gota por kg de peso corporal, com limite máximo de 35 gotas. 

Mas tenha em mente que essa referência não se aplica a todas as apresentações do medicamento.

As versões humanas e veterinárias de dipirona podem ter concentrações diferentes — inclusive entre as formulações infantis e para adultos.

Por isso, a quantidade de gotas ou comprimidos precisa ser calculada de acordo com a apresentação prescrita pelo veterinário e a dosagem conforme o peso do animal.

Quanto tempo demora para a dipirona fazer efeito no cachorro?

A dipirona apresenta ação relativamente rápida em cães, alcançando seu pico plasmático em cerca de 1 hora após a administração.

Para investigar o tempo de eficácia do fármaco mais a fundo, um experimento desenvolvido pela Biovet avaliou o uso de dipirona gotas em 20 cães com quadros de dor e inflamação. 

Durante o estudo, os pesquisadores acompanharam os sinais clínicos dos animais antes e depois do início do tratamento, com avaliações realizadas em diferentes momentos.

Os cães que receberam a dipirona apresentaram melhora significativa dos sinais de dor e inflamação já na primeira hora após a administração, com evolução positiva ao longo do período de acompanhamento.

Quanto tempo dura o efeito da dipirona em cachorro?

A duração dos efeitos da dipirona está relacionada ao tempo que seus metabólitos permanecem no organismo. 

O principal deles, o MMA, apresenta meia-vida de eliminação de aproximadamente 4 a 5 horas em cães. (JAROSZEWSKI et al., 2014; GIORGI et al., 2018)

Por conta disso, a bula de algumas apresentações do medicamento orienta que uma nova dose pode ser administrada após 4 a 6 horas, se necessário.

Seja como for, o intervalo entre as doses de dipirona deve ser definido pelo médico-veterinário responsável pelo caso.

Não antecipe nem repita a dose por conta própria caso os sinais de dor retornem. 

A frequência e a duração do tratamento fazem parte da prescrição e devem ser definidas pelo profissional, pois doses em excesso podem causar intoxicação medicamentosa.

Quais são os efeitos colaterais da dipirona em cães?

Um dos grandes diferenciais da dipirona veterinária frente a outros anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) é o seu menor potencial ulcerogênico, ou seja, o menor risco de causar lesões e úlceras no estômago como efeito colateral ao tratamento.

Isso não significa, é claro, que o analgésico para cachorro esteja livre de reações adversas.

Na verdade, um dos efeitos colaterais previstos na bula da dipirona pet é a agranulocitose — alteração caracterizada pela redução acentuada dos leucócitos, células responsáveis pela defesa do organismo. (SCHÜTTER et al., 2015)

Os sinais associados à agranulocitose em cães incluem febre persistente, mal-estar, palidez, hematomas e sangramentos durante o tratamento com dipirona. 

A boa notícia é que pesquisas realizadas na Europa, Ásia e América Latina indicam que o risco de agranulocitose, anemia aplástica, anafilaxia e complicações gastrointestinais associadas ao uso da dipirona é baixo. (CAMPOS et al.,1999; BASSANEZI; FILHO, 2006)

O que acontece se a dipirona for administrada de forma incorreta?

Além das reações adversas descritas, o uso prolongado ou na dosagem errada da dipirona em cachorros com febre ou dores pode causar sérios problemas de saúde.

Quando a administração via intramuscular é feita de maneira inadequada, por exemplo, muitos animais apresentam abscesso e sensibilidade local por alguns dias.

Felizmente, como essa via de aplicação é feita exclusivamente pelo médico-veterinário, o risco de complicações é baixo.

Em casa, onde a administração costuma ser feita por via oral pelo próprio tutor, o grande perigo está na automedicação com doses superiores às indicadas. (SOUSA et al., 2024)

Afinal, a superdosagem com dipirona pode fazer com o que animal desenvolva um quadro de intoxicação medicamentosa potencialmente grave. 

Quais são os sinais de intoxicação por dipirona em cães?

De acordo com uma pesquisa publicada na revista Contribuciones a Las Ciencias Sociales, os principais sinais clínicos associados à intoxicação por dipirona em cães são:

Se o seu cachorro apresentar qualquer uma dessas alterações após o uso da dipirona, procure atendimento veterinário imediatamente.

O médico-veterinário avaliará a gravidade da intoxicação e indicará a conduta mais adequada para a recuperação do pet — que pode envolver o ajuste do tratamento ou a substituição do analgésico.

Posso misturar a dipirona para cachorro com outros medicamentos? 

A dipirona pode fazer parte de um tratamento combinado, mas não deve ser misturada com outros medicamentos por conta própria

Algumas interações medicamentosas aumentam as chances de efeitos adversos, comprometendo o bem-estar animal e trazendo mais riscos do que vantagens aos pets.

O analgésico para cachorro deve ser utilizado com bastante cautela quando associado à clorpromazina, por exemplo, pois a combinação pode provocar hipotermia grave.

Também não é recomendado usar a dipirona junto à fenilbutazona e ao ácido acetilsalicílico, pois há chances de os  efeitos tóxicos dos anti-inflamatórios se somarem.

Por fim, a bula da dipirona veterinária Biovet também recomenda que os tutores não misturem o medicamento com o barbitúrico.

Quais medicamentos são proibidos para cachorro?

Antes de oferecer qualquer medicamento ao seu cachorro, não se esqueça de conversar com um médico-veterinário.

Remédios comuns para pessoas podem ter efeitos diferentes nos animais e, dependendo da substância e da dose, colocar a vida do seu pet em risco.

De acordo com o Relatório Anual com Dados de Atendimento do CIT-RS, os medicamentos representaram 20,7% das exposições a agentes tóxicos em animais registradas em 2019.

Na tentativa de alertar os tutores sobre os riscos da automedicação com remédios humanos, o Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de Alagoas (CRMV-AL) listou os principais medicamentos a evitar:

Remédios proibidos para cães e sinais de intoxicação

Na dúvida, sempre procure um médico-veterinário quando o seu pet apresentar desconforto e jamais ofereça medicamentos sem a orientação do profissional.

Mesmo que a dipirona já tenha sido prescrita para o cachorro em outra ocasião, não é recomendado reutilizar o medicamento por conta própria

Um quadro de dor ou febre pode ter uma causa diferente, exigir outro tratamento ou até mesmo precisar de uma abordagem mais completa.

Dores crônicas, por exemplo, muitas vezes estão relacionadas a condições como osteoartrite, neoplasias ou doenças neurológicas. 

Nessas situações, a dipirona pode fazer parte do protocolo, mas dificilmente será a única medicação utilizada. 

O tratamento pode incluir outros analgésicos e anti-inflamatórios, como a gabapentina, o tramadol, e até terapias adjuvantes, como acupuntura e fisioterapia.

“A depender do sintoma que seu animal está apresentando, o médico-veterinário pode indicar outros medicamentos que substituem a dipirona com outros princípios ativos, como anti-inflamatórios e analgésicos mais fortes, de acordo com a suspeita e o quadro clínico”, explica a médica-veterinária Lysandra Barbieri.

E lembre-se: em caso de ingestão acidental de medicamentos ou suspeita de uma dose tóxica, procure atendimento veterinário imediatamente.

Perguntas frequentes sobre dipirona para cachorro (FAQ)

Posso dar dipirona humana para o meu cachorro?

Sim, a dipirona de uso humano pode ser administrada a cães em algumas situações, mas somente com indicação e dosagem definidas por um médico-veterinário.

Por isso, não dê Novalgina para cachorro por conta própria. A concentração pode ser diferente da apresentação veterinária e um erro no cálculo pode causar intoxicação.

Quais são os tipos de dipirona?

A dipirona pode ser encontrada em diferentes apresentações, como gotas, comprimidos, drágeas e solução injetável. A escolha do analgésico para cachorro ideal vai depender do peso, das condições clínicas e das preferências de cada animal.

Qual a diferença entre dipirona de 500mg e 1 g?

A diferença está na quantidade de princípio ativo presente em cada comprimido. A dipirona de 1 g contém o dobro do princípio ativo de um comprimido de 500 mg.

Como a dose para cães é calculada de acordo com o peso e a concentração do medicamento, não é seguro substituir uma apresentação pela outra sem orientação.

Só pode dar dipirona para cachorro com indicação veterinária?

Sim. Como qualquer outro medicamento veterinário, a dipirona gotas para cachorro deve ser administrada com indicação de um médico-veterinário. 

Embora seja um analgésico muito popular, a automedicação com metamizol pode trazer riscos ao pet, como:

  • Intoxicação: a quantidade deve ser calculada de acordo com o peso, a concentração do produto e as condições do animal. Um erro pode levar à superdosagem.
  • Atraso no diagnóstico correto: por controlar a dor e reduzir a temperatura, a dipirona pode aliviar os sintomas sem tratar a causa do problema, atrasando o diagnóstico.
  • Tratamento inadequado: dependendo da origem e da intensidade dos sintomas, o cachorro pode precisar de outro medicamento ou de uma combinação de tratamentos.

Por isso, mesmo que a dipirona já tenha sido prescrita anteriormente para o seu pet, não reutilize o medicamento sem falar com o seu médico-veterinário.

Quando não dar dipirona para cachorro?

A dipirona é contraindicada para cães com hipersensibilidade ao princípio ativo, problemas renais ou hepáticos graves, alterações no sangue ou distúrbios de coagulação.

Filhotes, cães idosos e pets com alterações nesses órgãos também precisam passar por uma avaliação veterinária criteriosa antes do uso.

Quantas vezes por dia posso dar dipirona para cachorro?

A frequência depende da dose, da apresentação utilizada, da intensidade dos sintomas e das condições de saúde do animal. 

Em algumas situações, a dipirona pode ser utilizada em intervalos de 6 a 24 horas, mas nunca administre o analgésico de forma contínua ou indiscriminada.

Se a dor ou a febre persistir, o cachorro precisa ser reavaliado pelo médico-veterinário antes que o tratamento seja prolongado ou a dose seja alterada.

O que fazer se o cachorro não aceitar ou vomitar a dipirona?

Oferecer o comprimido da dipirona escondido na ração ou no petisco favorito do seu cachorro pode ajudar o pet a aceitar o medicamento mais facilmente, então converse com seu médico-veterinário sobre essa possibilidade!

Se o vômito acontecer logo após a administração, não ofereça outra dose por conta própria. Entre em contato com o profissional para saber como proceder.

“Outra opção boa é o tutor mandar manipular a dipirona em formato de biscoito, com o sabor preferido do cão, até mesmo uma solução líquida com sabor de carne ou bacon, por exemplo. A manipulação facilita na hora da administração, principalmente quando falamos de um tratamento mais longo”, sugere a médica-veterinária Juliana Andrade ao portal Vida de Bicho.

O que acontece se der dipirona demais para cachorro?

Em grandes quantidades, a dipirona pode intoxicar o cachorro, causando sinais como salivação excessiva, vômitos, diarreia e queda da pressão arterial. 

Se houver suspeita de superdosagem, procure atendimento veterinário imediatamente.

Como saber se o cachorro está com dor?

Nem sempre é fácil perceber quando um cachorro está sentindo dor, já que os sinais podem ser discretos e variar de acordo com a causa e a intensidade do problema.

Se você suspeita que o seu pet está passando por um momento difícil, tente observar possíveis mudanças na rotina ou no comportamento do animal.

“Na maioria das vezes, os cães não reclamam explicitamente, mas ficam mais quietos, com menos apetite e respirando de forma diferente. Eles já podem estar sentindo muita dor, mas manifestam apenas deste modo contido”, explica a médica-veterinária Márcia Cavaleiro ao Blog da Cobasi.

Alterações como apatia, perda de apetite, isolamento, inquietação, irritação, prostração ou vocalização excessiva são sintomas clássicos de dor em cães.

Dependendo da região afetada, também podem surgir sinais mais específicos, como mancar, evitar escadas, coçar as orelhas ou apresentar sensibilidade ao toque.

Como saber se o cachorro está com febre?

A febre em cachorro acontece quando a temperatura corporal dos animais fica acima dos valores considerados normais para a espécie.

Mais do que uma doença, o quadro é considerado uma resposta do organismo diante de infecções ou processos inflamatórios.

Em geral, temperaturas acima de 39,2 °C já exigem atenção — mas esse valor pode variar dependendo da idade, porte e características individuais de cada pet.

Alguns sinais de que o seu cachorro pode estar com febre são apatia, perda de apetite, respiração acelerada, vômitos e diarreia.

Ainda assim, o método mais confiável para confirmar o quadro é medir a temperatura corporal do pet com um termômetro adequado, como ensinamos nesse artigo.

O conteúdo te ajudou?

Agora você já sabe que pode dar dipirona para cachorro com a orientação e acompanhamento veterinário. 

Pronto para descobrir mais sobre saúde, comportamento e alimentação canina? Continue explorando os artigos no Blog da Cobasi!

Referências

CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA VETERINÁRIA DO ESTADO DE ALAGOAS. Medicamentos humanos são perigosos para cães e gatos. 2016. Disponível em: https://www.crmv-al.org.br/2016/07/12/medicamentos-humanos-sao-perigosos-para-caes-e-gatos/ 

VIDA DE BICHO. Pode dar dipirona para cachorro? Saiba quando o medicamento é indicado. 2022. Disponível em: https://vidadebicho.globo.com/saude/noticia/2022/11/pode-dar-dipirona-para-cachorro-saiba-quando-o-medicamento-e-indicado.ghtml   

GAROFALLO, Felipe. Dipirona em cães. 2025. Disponível em: https://www.vetgarofallo.com/post/dipirona-para-caes-pode-dar-todo-dia 

TEIXEIRA, Luciana Gonçalves. Uso de dipirona como analgésico no pós-operatório de cães. VETERINÁRIA EM FOCO (ULBRA), v.15, p.13-20, 2017. Disponível em:  http://www.periodicos.ulbra.br/index.php/veterinaria/article/view/4588 

WOLOSKI, Gabriela Aguiar Campos. Medicamentos potencialmente tóxicos para cães e

gatos: revisão de literatura. 2021. Disponível em: https://lume.ufrgs.br/handle/10183/271974 

GORCZAK, R. (2017). Infusão contínua de dipirona em cadelas: Efeitos cardiorrespiratórios e analgésicos. Disponível em: https://repositorio.unipampa.edu.br/server/api/core/bitstreams/b60617f7-e2bb-487b-868e-dc6077186a42/content 

TEIXEIRA, L. G. Avaliação da dor pós-operatória e aspectos toxicológicos do uso de dipirona e tramadol em gatas. Dissertação (Mestrado em Medicina Veterinária) – Centro de Ciências Rurais, Universidade Federal de Santa Maria, Santa Maria, 43 p., 2018. Disponível em: https://repositorio.ufsm.br/bitstream/handle/1/14089/DIS_PPGMV_2018_TEIXEIRA_LUCIANA.pdf?sequence=1&isAllowed=y 

BIOVET. Avaliação da segurança e eficácia de Dipirona Gotas em cães e gatos. 2024. Disponível em: https://biovet-01.naveg.me/wp-content/uploads/2024/10/BOV_0012_22D_artigo_tecnico_dipirona_210x297mm-1.pdf 

BIOVET. Dipirona Gotas. 2021. Disponível em: https://biovet.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Dipirona.pdf 

ALMEIDA et al. Intoxicação medicamentosa por ivermectina e dipirona em cão: relato de caso. CONTRIBUCIONES A LAS CIENCIAS SOCIALES, [S. l.], v. 18, n. 11, p. e22471, 2025. Disponível em: https://ojs.revistacontribuciones.com/ojs/index.php/clcs/article/view/22471 

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Artigo originalmente publicado em blog.cobasi.com.br
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