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por que surto atual pode ser o mais letal da história, segundo a OMS

Redação Recifes
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por que surto atual pode ser o mais letal da história, segundo a OMS

Ebola: por que surto atual pode ser o mais letal da história, segundo a OMS. Em apenas três meses, a República Democrática do Congo já acumulou 4.449 casos e 2.611 óbitos

O que aconteceu

O presidente da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom, afirmou, nesta quarta-feira, 12, que o atual surto de ebola na República Democrática do Congo (RDC) pode se tornar o maior da história mundial.

Segundo ele, a epidemia já ocupa o segundo lugar em número de casos já registrados.

“Está se espalhando mais rápido do que qualquer surto anterior”, disse o líder da organização, durante uma conferência de imprensa.

Por que importa

Os números em evidência (95%, 80%, 28,6 mi, 11,3 mi) ajudam a medir o impacto no dia a dia de empresas e leitores de Corrida.

Consequência prática

Continua após a publicidade Até então, o maior episódio de ebola visto na RDC havia ocorrido entre 2018 e 2020, com o total de 3.481 casos e 2.299 mortes, segundo a OMS.

A epidemia atual, porém, já ultrapassou essa marca em apenas três meses: desde maio de 2026, o país acumulou 4.449 casos e 2.611 óbitos.

Daqui para a frente, segundo Tedros Adhanom, ela pode se tornar não só a maior onda do vírus já vivida no Congo, mas em todo o mundo.

Continua após a publicidade “Está a caminho de superar o surto de ebola na África Ocidental de 2014 a 2016 [o maior já registrado até hoje]”, disse.

À época, somaram-se, em dois anos, cerca de 28,6 mil casos e 11,3 mil mortes.

De acordo com a entidade, o espalhamento do vírus ebola este ano teve um início intenso, colocando-o “muito à frente” das ações de combate da entidade.

“Estamos correndo atrás do prejuízo“, afirmou Adhanom.

Ainda assim, a OMS aponta que, se todos os pilares da resposta funcionarem simultaneamente em todas as zonas do país, a expectativa é mudar o cenário do surto dentro de três meses.

Por que surto atual é mais preocupante?

A República Democrática do Congo enfrenta seu 17º surto de ebola.

A explosão de casos começou a ser oficialmente registrada em 15 de maio deste ano, na província de Ituri, e, desde então, os números cresceram muito rapidamente.

Continua após a publicidade Nesse cenário, o que mais acende o sinal vermelho entre cientistas e médicos é a identidade do “inimigo” da vez.

Isso porque a epidemia atual é causada pela espécie Bundibugyo, uma variante bem mais rara do ebolavírus.

Ao contrário da cepa Zaire — responsável pelos grandes surtos do passado —, essa variante ainda não possui vacinas aprovadas nem tratamentos antivirais específicos para combatê-la.

“Isso faz com que o controle dependa principalmente das medidas clássicas de saúde pública: identificar rapidamente os casos, isolar os pacientes, rastrear contatos, evitar a transmissão dentro dos serviços de saúde e realizar sepultamentos seguros”, explica o infectologista Alexandre Naime Barbosa, chefe do Departamento de Infectologia da Universidade Estadual Paulista (Unesp).

A situação piora porque muitas dessas mortes acontecem em comunidades isoladas, longe das unidades de tratamento, e sem que essas pessoas tenham sido rastreadas ou identificadas como contato de alguém infectado.

Artigo originalmente publicado em saude.abril.com.br
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