A geladeira é um dos eletrodomésticos que mais consome energia nas residências, responsável por 5% a 10% da conta de luz em média. Uma pergunta frequente entre consumidores conscientes é: quanto custo têm as aberturas repetidas?
Quando a porta se abre, ar frio interno se mistura com o ambiente externo, de temperatura mais alta. Esse processo força o compressor a trabalhar intensivamente para restaurar e manter a temperatura ideal — normalmente entre 2°C e 4°C no compartimento principal.
A cada abertura, a temperatura interna cai entre 2°C a 3°C, segundo estudos da Universidade de Purdue sobre eficiência de refrigeradores. O compressor então consome energia adicional para compensar essa perda. A duração dessa compensação depende de fatores como o isolamento do equipamento, temperatura ambiente e quantidade de alimentos armazenados.
Um refrigerador com eficiência energética padrão (Classe A) consome entre 400 e 600 kWh por ano. Segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Energia Elétrica (IBEE), cada abertura desnecessária pode aumentar esse consumo entre 0,5% a 1%. Uma pessoa que abre a geladeira 20 vezes por dia — cifra realista considerando preparação de refeições, conferência de alimentos e lanches — pode elevar o consumo anual em até 10% a 15%.
Com a tarifa residencial média brasileira em torno de R$ 0,75 por kWh (segundo a ANEEL em 2025), esse aumento representaria aproximadamente R$ 30 a R$ 45 adicionais por ano em uma residência média — valor modesto, mas que se multiplica quando consideradas todas as geladeiras residenciais do país.
Para minimizar esse impacto, especialistas recomendam: planejar o que se vai pegar da geladeira antes de abri-la, manter a temperatura do ambiente moderada, revisar a vedação da porta periodicamente e garantir ventilação adequada ao redor do equipamento. Eletrodomésticos mais novos, com tecnologia Inverter, conseguem reduzir esse desperdício em até 30% em relação aos modelos antigos.