O robô espacial LINK, da Katalyst Space, está novamente avançando na tentativa de elevar a órbita do telescópio Neil Gehrels Swift, da NASA. Depois dos problemas que fizeram a espaçonave perder o controle, a equipe conseguiu enviar uma atualização de software para melhorar sua estabilidade.
Segundo a NASA, o LINK pode agora retomar a aproximação do Swift. A previsão é realizar uma série de queimas e manobras nos próximos dias para colocar as duas espaçonaves na trajetória necessária para o encontro.
LINK recebe novo software
A Katalyst Space carregou no LINK uma atualização do software de voo com novos algoritmos de controle de atitude. A tecnologia foi desenvolvida para manter o veículo estável usando os atuadores que ainda estão disponíveis.
A mudança acontece após as falhas que afetaram a orientação da espaçonave. Com o novo sistema em funcionamento, os engenheiros poderão acompanhar a resposta do LINK antes de avançar para as próximas manobras.
NASA e Katalyst seguem trabalhando juntas nessa fase. O desempenho do veículo será avaliado ao longo do caminho, conforme cada novo movimento for realizado.
Próximo passo é alinhar as órbitas
O LINK ainda precisa chegar à posição adequada em relação ao Swift. Para isso, realizará uma sequência de queimas e ajustes orbitais nos próximos dias.
A sequência prevista inclui:
- testar o desempenho do LINK após a atualização;
- executar queimas para modificar sua trajetória;
- ajustar a órbita em direção ao Swift;
- alinhar as trajetórias das duas espaçonaves;
- tentar capturar o observatório e elevar sua órbita.
Ou seja, a captura ainda não aconteceu. Antes dela, o robô precisa concluir a aproximação e ficar na posição correta para a próxima fase.
Swift também está ganhando tempo
Do outro lado, a equipe do Swift continua usando uma estratégia diferente para reduzir o arrasto provocado pela atmosfera terrestre. Segundo a NASA, a técnica já diminuiu a velocidade com que o observatório perde altitude.
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O telescópio está atualmente a cerca de 216 milhas, ou 347 quilômetros, acima da Terra. A situação exige atenção porque uma manobra para elevar sua órbita ficaria mais difícil abaixo de aproximadamente 185 milhas, equivalentes a 300 quilômetros.
A redução do arrasto ajuda a manter o Swift acima dessa faixa enquanto o LINK se prepara para o encontro.
Missão ainda depende do encontro
A atualização representa uma nova tentativa de colocar o LINK no caminho do Swift depois das falhas registradas anteriormente. A missão continua com a mesma finalidade: capturar o observatório e levá-lo para uma órbita mais alta.
Agora, a atenção está voltada para as próximas queimas e manobras. Se o LINK responder como esperado, a equipe poderá avançar gradualmente até a aproximação com o telescópio.
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