A morte de Emily Darck Vanzeler Canela, de 22 anos, em Santana, no Amapá, segue sob investigação da Polícia Civil. O caso, que no início era tratado como latrocínio, passou a ser apurado como feminicídio depois que os investigadores encontraram inconsistências no depoimento do companheiro da vítima, Adriano da Silva Pinheiro.
Segundo a apuração policial, a versão apresentada por Adriano não se sustentou diante das diligências. Diante das contradições, ele acabou confessando o assassinato, que teria sido motivado por ciúmes. A confissão alterou o rumo das investigações e reforçou a linha de feminicídio.
O delegado responsável pelo caso também afirmou que o suspeito mantinha, para pessoas próximas, a imagem de alguém trabalhador e com atuação na proteção de animais. A informação chama atenção justamente pela distância entre a aparência pública e a gravidade do crime investigado.
Adriano permanece preso preventivamente enquanto a Polícia Civil conclui novas diligências para esclarecer a dinâmica do assassinato e reunir os elementos finais do inquérito. O caso expõe, mais uma vez, como episódios de violência podem estar cercados por sinais que nem sempre aparecem fora do ambiente doméstico.
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